PLR
UMA PLR JUSTA PARA TODOS
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Diferença de PLR em toda a Vale causa descontentamento

O início do ano é para os trabalhadores na Vale sempre um momento de grande expectativa, quando se aproxima o momento de receberem seu direito pela Participação nos Lucros e Resultados da empresa. A PLR é a condição que os trabalhadores têm de quitar dívidas, que se acumulam no decorrer do ano pela incapacidade dos salários acompanharem o custeio de necessidades básicas das famílias. Os trabalhadores no Sistema Sul, no entanto, ficaram frustrados por receberem muito menos do que os companheiros de outras áreas, mesmo com resultados que suplantaram as metas da própria empresa.


Em 2026, a empresa pôde comemorar novos recordes, superando gradativamente resultados anteriores à pandemia de Covid. A Vale voltou a disputar o mercado como a maior produtora de minério de ferro do mundo em 2025, produzindo 336 milhões de toneladas, a maior produção desde 2018.


Além dos recordes de produção, a empresa implementa gradativamente uma agressiva política de redução de custos de produção nas minas, penalizando ainda mais os trabalhadores em condições de trabalho mais precarizadas e sob forte pressão de gerências e coordenadores. Recorde de produção e redução de custos combinados favorecem as margens de lucro.


FRUSTRAÇÃO COM A PLR NO SISTEMA SUL


Devido a esses recordes operacionais (produção acima da meta e controle de custos), os trabalhadores esperavam uma PLR mais elevada, e não a média de 4,67 salários paga em 27 de fevereiro de 2026.


Apesar dos recordes, acontece um tratamento muito desnivelado dos trabalhadores. Eles reclamam do valor de PLR recebido no Sistema Sul, enquanto outras áreas bateram próximo de 7 salários, até onde não se mantém o mesmo volume de produção e em locais com atividades paralisadas.


MODELO MAIS JUSTO


A PLR dos trabalhadores na Vale antigamente era apenas PR; o “L” de lucros ficava de fora. Conseguimos aumentar o limite de salários de 4 para 5 e, a cada negociação coletiva, avançamos mais, até alcançar o limite de 7 salários. Paralelamente, conquistamos também o “L” de PLR e, se os resultados estacionavam, o lucro ainda subia bastante em razão da elevação do dólar e outros fatores, valorizando ainda mais nossa PLR.


O modelo, no entanto, tem condições de caminhar para uma situação ainda mais justa. Todos são responsáveis pelos resultados e metas atingidas. O trabalho de uns depende de outros e nada mais justo que tivéssemos um bolo que cresceu dividido em partes mais iguais na festa da premiação pelos resultados. Estamos falando de uma “PLR Linear”, ou seja, o mesmo valor para todos os trabalhadores e não proporcional aos salários, o que permite PLR de bom valor para uns, mas outras de valores extremamente mais altos para quem tem salários muito superiores.


A empresa investe pesado em terceirização, gastando menos com a PLR e encargos. Justo seria a empresa destinar um percentual do lucro líquido, como 5%, para dividir como PLR.
Se podemos ter a resistência de quem ganha muito em dividir o bolo em partes iguais, podemos também caminhar para uma PLR de 50% de valor linear e a outra metade proporcional aos salários, o que construiria uma distribuição mais justa do prêmio pelos resultados. Esta é uma luta que precisa avançar, com a unidade de todos os trabalhadores e de todos os sindicatos, para um modelo de maior justiça social.

          

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